10/11/2010
Colheita de amostras em animais silvestres
Para coletas em animais silvestres, é importante observar o estado geral e nutricional do animal a ser submetido ao procedimento.
As aves, em geral, possuem o volume sanguíneo correspondente a 10% de seu peso, nestes casos o volume coletado deve ser de até 10% desse volume (equivalente a 1% do peso total do animal), ou seja, um papagaio com peso de 350 gramas poderá ser submetido a uma coletada de no máximo 3,5 ml de sangue.
O volume sanguíneo para coletas pode variar de acordo com as espécies. Para informações mais específicas, entre em contato com o laboratório clínico.
Em répteis o volume sanguíneo é, aproximadamente, de 5 a 8% do peso corpóreo. É possível coletar, com segurança até 10% do volume total sanguíneo. Por exemplo, um réptil com 100 gramas poderá ser submetido a uma coleta de 0,5 a 0,8 ml de sangue.
Para mamíferos silvestres as instruções são as mesmas utilizadas para cães e gatos, coletas com até 1% do peso corpóreo podem ser feitas com segurança.
O jejum alimentar deve ser realizado de acordo com o metabolismo de cada espécie. Para aves, não ultrapassar um período de 4 horas de jejum, para mustelídeos, lagomorfos e roedores, não ultrapassar o período de 6 horas de jejum.
Exames hematológicos
Para aves e répteis o tubo apropriado é o de Heparina de Lítio, identificado pela tampa verde. Frascos com EDTA (tampa roxa) podem ser utilizados caso a amostra seja encaminhada rapidamente ao laboratório. Em ambos os casos, é importante realizar o esfregaço sanguíneo em lâmina de vidro para a conservação da morfologia celular.
Deve-se transferir a amostra para o tubo apropriado, retirando a agulha. Homogeneizar o conteúdo, lentamente, por 30 segundos.
É importante observar a quantidade de anticoagulante que o tubo possui, em função da amostra coletada. Por exemplo, uma amostra muito pequena, de 0,5 ml, pode ser prejudicada caso seja acondicionada em um frasco com anticoagulante suficiente para 5 ml.
Observar se não houve a formação de coágulos.
Dosagem de glicose
Colher as amostras respeitando o jejum individual para cada espécie.
Utilizar somente frasco com Fluoreto de Sódio, identificado pela tampa cinza. Transferir o material para o tubo, retirando a agulha. Homogeneizar o conteúdo, lentamente, por 30 segundos.
Manter a amostra em refrigeração por até 12 horas.
Dosagens bioquímicas e sorologias
Colher as amostras respeitando o jejum individual para cada espécie.
Utilizar frascos secos ou com gel ativador de coagulação, identificados pelas tampas vermelha e amarela, respectivamente. Transferir o material para o tubo, retirando a agulha.
Manter a amostra em refrigeração por até 12 horas.
Urina e líquidos cavitários
A amostra deve ser colhida de acordo a cada espécie animal (cistocentese, sondagem ou micção espontânea), respeitando o volume necessário para a realização do exame de, aproximadamente, 1,0 ml.
Utilizar frasco seco e estéril, de tampa vermelha, para armazenamento do material.
Manter a amostra em refrigeração por até 12 horas.
Parasitológico de fezes
Recolher a amostra fecal sem exposição ao sol, em frasco limpo e com tampa (coletor universal). Conservar sob refrigeração e encaminhar ao laboratório, no máximo, 48 horas após a coleta.
Para aves pequenas, colher diversas amostras, das últimas 24 horas, para atingir o volume ideal para a análise.
Coloração de Gram em fezes
Enviar amostra fecal ou preparar imprint em lâmina de vidro, utilizando swab estéril. O material colhido diretamente da cloaca pode não apresentar uma amostragem qualitativa.
fonte: Provet