30/08/2010
GiardÃase em cães e gatos
Quem até hoje não se deparou com um exame de Giardia sp positivo e pensou: ”Giárdia de novo!”.
Vamos tentar entender o porquê de hoje ser tão comum encontrarmos um teste positivo para esse protozoário.
A giardíase é uma doença comum entre cães, gatos e humanos. Por se tratar de uma zoonose (doenças de animais transmissíveis ao homem, bem como aquelas transmitidas do homem para os animais) é de fundamental importância o tratamento adequado associado a um diagnóstico preciso.
Até os dias de hoje o exame de fezes pelo método de centrífugo-flutuação em solução de sulfato de zinco (Faust) onde eram detectados os cistos e trofozoítos desse protozoário era a maneira mais eficaz de obtermos um diagnóstico confiável para essa doença. Lembrando sempre da importância da realização de três (03) exames parasitológicos em dias consecutivos ou alternados para assim aumentarmos sensivelmente as chances de sucesso evitando o chamado falso-negativo. Alguns estudos mostraram que apenas 70% dos cães positivos para Giárdia podem ser detectados com um único exame. Esse número sobe para 95% quando são realizados os três (03) exames em dias alternados ou consecutivos.
Então por que usar o método ELISA? Esse método detecta o antígeno produzido pelo trofozoíta, sendo muito eficaz principalmente nos momentos em que o animal não está eliminando a Giárdia nas fezes, evitando assim quando existe a excreção intermitente dos cistos. De acordo com o fabricante do teste, a sua sensibilidade e especificidade chegam a ser de 99,9 %.
Na medicina humana, o diagnóstico definitivo padronizado para Giárdia é feito com um teste para antígeno e um com sulfato de zinco. Cada dia mais e mais colegas veterinários estão adeptos a esta prática.
Com tantos métodos sensíveis e precisos fica fácil entender porque encontramos hoje em dia um aumento no número de animais com o diagnóstico positivo dessa doença.
fonte: Provet